Os desafios do relacionamento interpessoal

Os Desafios do Relacionamento Interpessoal

Você sabe o que é relacionamento interpessoal?

A resposta é óbvia! Relacionamento interpessoal é nada mais do que o relacionamento entre pessoas. Mas dentro de um determinado contexto, seja social ou profissional.

Considerando que o ser humano é extremamente social, que cultiva relacionamentos, por que é tão difícil se relacionar com outras pessoas então?

A resposta é simples, porque somos diferentes. Mas ao mesmo tempo, essa simplicidade se torna complexa quando lembramos que somos diferentes porque temos experiências, crenças, vivências, valores, propósitos, formações, hábitos e até mesmo características físicas diferentes.

Tudo isso contribuiu para que você tenha julgamentos, expectativas e até preconceitos em relação ao outro.

Por isso que, hoje em dia, saber construir e manter bons relacionamentos interpessoais é fundamental principalmente para as empresas.

Atualmente, na maioria das entrevistas, os recrutadores tentam entender como você se relaciona com as outras pessoas, como você lida com situações de conflito e com diferentes personalidades e atitudes. Alguns até te encorajam a dizer como você agiria em uma determinada situação.

E é fácil entender o porquê. Tudo que vivemos é relacionamento interpessoal, mesmo na empresa. Quando você atende um cliente, quando você lida com seu time, seus pares e até o seu superior é relacionamento interpessoal.

Imagine um gestor que não sabe lidar com o seu liderado porque ele tem uma religião diferente da dele, ou então porque ele torce para outro time, ou até mesmo para outro candidato na política.

E por incrível que pareça esses são os principais fatores de crise de relacionamento dentro de uma empresa. Parece bobo, mas até agressões físicas ocorrem por conta de desavenças com esses temas.

Quais seriam os fatores importantes para desenvolver um bom relacionamento interpessoal?

Empatia

O primeiro fator é sempre a empatia. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, de conhecer, saber quem ele é, como ele vive, como é sua família, saber quais fatores o levam a ser assim.

Esse é um dos fatores mais difíceis, pois ele depende exclusivamente de você. Porque você vai precisar lidar com comportamentos e hábitos alheios, diferentes dos seus e ainda sim ser transparente. O que só torna mais complicado, pois como ser transparente se não existe relacionamento ou confiança.

Por isso que mesmo ele sendo o mais importante ele é o que demora mais a ser conquistado.

Alteridade

O segundo fator importante é a alteridade, que muitas pessoas confundem com a empatia. Enquanto a empatia se refere à capacidade de se colocar no lugar do outro, a alteridade é o reconhecimento de que a outra pessoa é, do jeito que ela é, com todas as suas características e sabendo que é diferente de você.

É aceitar que somos diferentes e que deve existir um respeito ético ao outro como indivíduo, singular, mesmo que não concordemos com suas atitudes.

Um exemplo da alteridade é você respeitar a religião do outro, mesmo que essa não seja a sua.

Comunicação

Um outro fator fundamental para construir bons relacionamentos interpessoais é praticar uma boa comunicação. Como comunicação é algo bastante subjetivo, vou definir o que eu acho que é importante em uma boa comunicação.

A sua linguagem verbal e não verbal é superimportante, desde o seu tom de voz, suas palavras até o próprio conteúdo do que você está falando.

Nos dias de hoje a gente acaba usando muito mais mensagens do que falar ao vivo ou conferência. E quais os problemas que isso pode trazer?

Bem, se a sua comunicação não for extremamente clara, a interpretação, inclusive do tom da sua fala fica a cargo do ouvinte. Lembra daquela velha frase: “Comunicação não é apenas o que se diz, mas o que se entende”.

 

Câmeras Ligadas

Mas mesmo quando falamos ao vivo ou em conferência, existem outros fatores que influenciam nesse entendimento, como por exemplo a sua comunicação corporal e a sua capacidade de escutar.

E aí você deve estar pensando, “Ah, mas agora que tá todo mundo em casa ninguém percebe”. Ai que você se engana, agora que estamos em casa isso está ainda mais aflorado.

Quando você entra em uma reunião e não liga a câmera, isso pode ser entendido como você não estar disponível ou dando atenção a pessoa que está falando.

Fazendo uma analogia coma o presencial é a mesma coisa que você chegar para conversar com alguém e essa pessoa ficar olhando para o computador e não para você.

Algumas pessoas justificam dizendo “ah, mas eu estou despenteado” ou “eu estou sem camisa”. Mas se você fosse paro trabalho você iria despenteado ou sem camisa? Não. Então o mesmo se aplica a reunião.

O fato é que na maioria das vezes é apenas uma desculpa para que a pessoa continue fazendo o que ela estava fazendo e não esteja presente efetivamente na reunião. E sinceramente, talvez fosse melhor que não estivesse.

 

Espere a sua vez de falar

Outro ponto que acontece é que as pessoas falam ao mesmo tempo, independente do meio ser digital ou físico.

E isso é uma incapacidade de praticar a escuta ativa, que é escutar efetivamente o que o outro está falando, respeitando o seu tempo e atento ao que está sendo exposto, interessado de verdade.

No digital isso se potencializa. Só que existe um botão “mutar todos”, resolvido, não é?

Também não. Aqui entra um fator de comunicação não-violenta, quando você corta a oportunidade de as pessoas falarem você está desrespeitando o espaço delas.

Mas e se ao mesmo tempo elas estão me cortando ou cortando o facilitador da reunião, o que fazer então?

Simples, deixe claro as regras dessa reunião. Informe que todos estão no mudo e quem quiser falar levanta a mão, use o chat para dúvidas.

 

Afinidade

Um outro fator que torna o relacionamento interpessoal mais fluido é a afinidade. Mas é afinidade genuína, não é puxa-saquismo, que muitas vezes acontece.

E para ter afinidade a gente volta na empatia. Como você vai saber que tem alguma coisa em comum com a outra pessoa se você nem conhece ela?

A afinidade aproxima as pessoas, torna uma área comum, algo que vocês podem trocar e isso contribui com a empatia e com o próximo fator que é a confiança.

 

Confiança

Esse aqui é um dos mais complicados. Tão difícil de se conquistar e tão fácil de se perder. Não existe uma receita de bolo para conquistar a confiança de alguém. Mas o que eu posso dizer por conta da minha carreira é que o que deu certo para mim foi ter uma atitude positiva, apoiar as pessoas no que elas precisavam, desde questões profissionais e pessoais, evitar julgamento e críticas destrutivas, apoiando através do feedback de desenvolvimento.

Ser consistente entre o que eu falo e o que eu faço, principalmente quando existe alguma expectativa envolvida por exemplo: aumento, promessas de futuro e ações planejadas.

E tempo, a confiança não é algo que se ganha em uma semana, leva-se um bom tempo, sendo consistente para que você conquiste. E dependendo do que você faça, ela se perde muito rapidamente.

 

Respeito

E por último, um dos fatores que acho superimportante, o respeito. O respeito à individualidade, às crenças, aos valores, à pessoa que está do outro lado.

Vou trazer uma visão um pouco diferente do respeito, de duas ações que eu acho que são fundamentais para que o respeito seja conquistado e mantido.

A primeira é estabelecer os limites, e por mais que isso possa parecer “limitador” como o próprio nome já diz, somos pessoas diferentes, ou seja, o meu limite pode ser diferente do seu.

Por exemplo: Eu não falo sobre religião, não gostaria que esse assunto fosse abordado comigo. Sabendo desse limite é muito mais fácil evitar embates e até mesmo saias justas em alguma conversa.

Outro ponto é estar aberto às críticas. Como é que você vai conseguir melhorar se você não aceita o que os outros dizem ou se as pessoas têm medo de falar com você pela reação. Isso acontece principalmente quando existe alguma hierarquia entre as partes, por exemplo o líder e o liderado.

E para finalizar, dê feedback. Não adianta querer que o outro respeite você e vice-versa se a gente não dá feedback sobre o que nos incomoda. E nem sempre dar feedback é falar o que o outro quer ouvir.

Ah, uma dica, feedback positivo se compartilha, feedback de melhoria sempre no individual!!!

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