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E se sua liderança sentasse na sua cadeira por um dia ?

Ilustração de dois profissionais em um escritório moderno trocando de cadeira, conectados por uma luz amarela que simboliza empatia entre liderança e equipe.

E se sua liderança sentasse na sua cadeira por um dia?

E se o seu líder resolvesse, do nada, sentar na sua cadeira e fazer o seu trabalho por um dia? Tipo, abrir o seu computador, pegar suas tarefas e tentar resolver aquele problema que está travando a sua semana inteira?

E se, para deixar a brincadeira ainda mais séria, ele te colocasse na cadeira dele?

Imagina você chegando na segunda-feira de manhã e descobrindo que agora é você quem tem que liderar a equipe. Além disso, precisa responder pelas metas do mês, prestar contas para a diretoria e aguentar o rojão de decidir o futuro de todo mundo.

Parece roteiro de filme? Mas é exatamente sobre esse buraco que existe entre a cadeira de quem lidera e a de quem executa que a gente vai falar hoje.

O abismo entre a cadeira de quem lidera e a cadeira de quem executa

O que acontece quando a liderança decide, de verdade, se colocar no lugar dos liderados? E, fazendo o caminho inverso, o que acontece quando o time também tenta fazer o esforço de entender o lado de quem está liderando?

Quando alguém assume uma posição de gestão, é muito fácil cair no modo automático. O líder passa a viver em função de bater meta, garantir que os projetos sejam entregues no prazo e responder rápido às cobranças que vêm de cima.

O dia a dia vira uma corrida: planilha, gráfico, board de tarefas, reunião, reunião e mais reunião. Nessa correria toda, ele quase não consegue prestar atenção real em quem está fazendo a engrenagem rodar lá embaixo.

O grande problema é que, nesse processo, ele quase não consegue prestar atenção real em quem está fazendo a engrenagem rodar.

Aí o líder dá aquela olhada rápida para o time e pensa: “Pô, a galera está entregando no prazo, os problemas estão sendo resolvidos, todo mundo parece ocupado… está tudo ótimo!”.

Só que não é bem assim que a banda toca.

O trabalho invisível que não aparece no board

O que ele não vê é que metade do time passou a semana inteira apagando incêndio de processo interno que não está em board nenhum. Reunião que virou retrabalho, sistema que travou, demanda que chegou torta e precisou ser refeita do zero. Tudo isso some do radar da gestão, mas consumiu a semana inteira de quem estava lá na operação.

E, no final da sexta, o líder fecha o notebook satisfeito, achando que a semana foi boa. Do outro lado, o time fecha o notebook exausto, sem entender por que ninguém viu o que aconteceu.

Só que espera, porque o time também tem a sua versão dessa história. E ela é igualmente distorcida.

Pensa comigo e seja bem sincero: quantas vezes você não olhou para o seu chefe e pensou, ou comentou de canto de sala: “Pô, fulano não faz nada útil! Só fica trancado em reunião o dia inteiro, entra na sala de vez em quando para delegar umas tarefas difíceis e depois some do mapa”?

Tudo bem, a gente sabe que existem alguns líderes por aí que são exatamente assim mesmo, né?

Aquela pessoa que adora marcar uma reunião que facilmente poderia ter sido um e-mail de três linhas. Que faz cobranças sem o menor sentido. Que só aparece na sua frente para perguntar se o relatório está pronto ou por que o prazo atrasou.

Isso faz parte do jogo corporativo tradicional, e todo mundo sabe que existe.

A pressão que o time não vê

Mas, na maioria das vezes, em times que estão tentando fazer um trabalho sério, a equipe não faz a menor ideia da pressão absurda que o líder precisa aguentar todos os dias.

O gestor de nível médio está ali, o tempo todo, no meio de um fogo cruzado. Ele serve como uma espécie de escudo humano para blindar a equipe daquela pressão psicológica esmagadora que vem de cima.

É ele quem precisa ir para a mesa de negociação brigar por orçamento para conseguir um aumento salarial para a galera. É ele quem precisa resolver conflitos políticos internos entre áreas que ninguém do time vê. E ainda precisa segurar a barra sozinho quando o mercado muda repentinamente ou quando um projeto estratégico atrasa.

É uma carga mental absurda que ninguém ensina a carregar.

E quando o time se limita a achar que o papel do líder é só delegar tarefa, enquanto o líder se limita a achar que o time está bem porque as entregas chegam no prazo, os dois lados estão jogando no escuro.

O líder não enxerga o esforço invisível do time. E o time não faz ideia da pressão invisível do líder. Todo mundo passa o dia se julgando, ninguém tenta entender o que está acontecendo do outro lado, e a empresa vira um grande telefone sem fio. Nesse cenário, a eficiência morre e o estresse assume o controle de tudo.

E é exatamente esse ciclo que a gente precisa quebrar.

O que acontece no cérebro quando a liderança vira ameaça

“Pô, Tati, mas tudo isso que você descreveu sobre esse abismo entre as cadeiras é só uma questão de gênio, de falta de paciência ou de gente que não nasceu para trabalhar junto?”

Olha, deixa eu te mostrar uma coisa: não é tão simples assim.

Eu não sou especialista em comportamento humano aqui. Esse papel de estudar a fundo os conceitos e as metodologias é do Bruno, vocês já sabem.

Mas a gente sempre conversa muito sobre isso, porque liderança também faz parte da minha realidade no trabalho. Mesmo sem ocupar um cargo formal de gestão, eu acabo lidando com essas questões. E isso me faz prestar muita atenção em tudo que o Bruno traz.

E uma coisa que eu aprendi conversando com ele é que muitas das situações e comportamentos que a gente observa no dia a dia de uma equipe têm explicação no que acontece na nossa cabeça. Nas relações pessoais, isso também aparece. É algo que acontece no nível cerebral mesmo.

Vamos tentar entender o que acontece na prática.

Muitas vezes, o gestor de uma equipe acha que cobrar o status de um projeto a cada cinco minutos é sinal de eficiência. Acha também que mandar mensagem no WhatsApp fora do horário ou cobrar entrega com urgência é sinal de produtividade. Em alguns casos, ele chama isso de “senso de urgência”, aquela expressão que o mercado tanto elogia.

Só que, biologicamente falando, o cérebro do liderado não interpreta esse comportamento como um incentivo ou como um empurrãozinho motivacional. Ele interpreta isso como uma ameaça real e direta à sua sobrevivência.

Cortisol, adrenalina e tomada de decisão

Existem estudos da neurociência que mostram o que acontece com o nosso cérebro quando a gente entra nesse estado de pressão. E isso tem a ver com dois hormônios que você provavelmente já ouviu falar: o cortisol e a adrenalina.

Quando eles são liberados em excesso, afetam diretamente o nosso córtex pré-frontal. Essa é justamente a área responsável por tudo que a gente mais precisa na hora de resolver um problema.

Além disso, eu tenho certeza de que você já se sentiu assim em algum momento. Imagine a cena.

Sexta-feira, final da tarde, o sistema caiu, o cliente está ligando, e o líder, com o diretor no ouvido dele, chega à mesa do dev com aquela cara. Sem contexto, sem explicação, só com a pressão na voz: “Como está isso? Quando vai resolver?”.

Na cabeça do líder, ele está apenas tentando fazer a coisa andar. Mas o cérebro de quem está sentado naquela cadeira não interpreta assim. Ele entra instantaneamente em modo de luta ou fuga.

Quando o cérebro entra em modo de defesa

Quando esse alarme acende na nossa cabeça, o organismo é inundado por uma descarga violenta de hormônios do estresse.

E sabe o que acontece com o córtex pré-frontal? Ele é justamente a área do cérebro responsável por tudo que a gente mais precisa na hora de resolver um problema. É ali que entram o raciocínio, a criatividade e a empatia.

Ele é praticamente “desligado” ou colocado em segundo plano pelo próprio organismo. Isso acontece porque o cérebro entende que precisa gastar energia com a autodefesa, e não com linhas de código ou relatórios.

Ou seja, ao pressionar a equipe do jeito errado e sem contexto, o líder sabota diretamente a inteligência e a capacidade técnica do seu próprio time.

Por isso, a pessoa passa a gastar toda a sua energia mental tentando encontrar uma desculpa. Ou tentando não parecer culpada. Ou lidando com o medo de ser demitida. Enquanto isso, deixa de focar no que realmente importa: resolver o problema ou caçar o bug do sistema. É um tiro no pé que a gestão dá sem nem perceber.

Segurança psicológica não é papo fofo

E quando a gente começa a puxar esse fio, acaba esbarrando em um conceito que ficou famoso no mundo inteiro: segurança psicológica.

O nome é bonito, e seu conceito é bem simples: criar um ambiente de trabalho onde as pessoas se sintam à vontade para levantar a mão, admitir um erro, fazer aquela pergunta que parece boba ou pedir ajuda. Tudo isso sem medo nenhum de serem julgadas ou de passarem por algum tipo de represália da chefia.

Foi a professora Amy Edmondson, de Harvard, quem provou em suas pesquisas que os times de maior performance do mercado não são os times compostos por pessoas super-humanas que nunca erram. São aqueles que entregam resultados fora da curva de forma consistente porque lidam melhor com os erros.

O que diferencia esses times é que as pessoas se sentem seguras para falar sobre os erros assim que eles acontecem. Sem drama, sem medo de julgamento. Porque, quando o erro vem à tona rápido, a solução também aparece rápido.

Então, quando a gente fala sobre se colocar no lugar do outro, isso não é um papo romântico. Também não é aquela dinâmica de grupo para fazer o clima do escritório ficar “fofinho” ou “leve”.

É pura estratégia baseada em como o ser humano funciona.

Quando a empatia vira estratégia

Se o gestor para um minuto e faz o exercício mental de pensar: “Se eu estivesse na cadeira daquele profissional agora, lidando com esse problema, do que eu precisaria para resolver isso? De alguém me cobrando a cada cinco minutos ou de paz e suporte para trabalhar?”, ele muda a sua abordagem na hora.

Ele deixa de ser um gerador de ansiedade e passa a funcionar como um escudo protetor para o time.

E o caminho inverso funciona exatamente da mesma forma. Se o liderado desenvolve a maturidade profissional de olhar para o gestor e entender que ele está sob uma pressão bizarra naquele momento, a equipe para de levar as coisas para o lado pessoal.

Em vez de gastar horas preciosas criando teorias da conspiração no rádio-corredor, o time começa a agir de outro jeito. Também para de gastar energia reclamando no grupo de WhatsApp paralelo. Com isso, consegue se unir para blindar o líder, entregando a solução o mais rápido possível para resolver o problema.

Isso é construir um ambiente de alta performance de verdade. Um ambiente onde a empatia racional substitui o julgamento instintivo e faz o custo da desconfiança despencar.

Quando os dois lados entendem o papel um do outro, a burocracia diminui e o trabalho flui.

O trabalho híbrido aumentou a cegueira entre líderes e times

E olha, tem uma coisa que deixou esse cenário ainda mais complicado nos últimos anos.

O mundo mudou muito nos últimos anos, e a forma como a gente organiza o trabalho também passou por uma mudança forçada.

Aquela transição em massa para o home office e depois para o modelo híbrido acelerou um processo de isolamento que já era ruim nos escritórios tradicionais. A perda total das nuances e dos sinais sutis do dia a dia ficou ainda maior.

Pensa comigo como funcionavam as coisas antigamente. Quando todo mundo estava dividindo o mesmo espaço físico, batendo ponto no mesmo escritório, o líder conseguia perceber o clima da equipe quase por osmose.

Ele olhava para o lado e sacava muita coisa pelo tom de voz de um liderado ao telefone. Também percebia pela postura física na cadeira ou pelo suspiro pesado no final da tarde. Com esses sinais, já entendia se a pessoa estava sobrecarregada, travada em um problema complexo ou prestes a explodir de estresse.

Você levantava para pegar um café, via aquela cara de preocupação do colega no corredor e resolvia com um papo descontraído de cinco minutos.

Havia um termômetro natural das emoções humanas ali no ambiente.

Quando a comunicação vira só checklist

Hoje, no cenário atual, com todo mundo espalhado e interagindo através de telas frias e mensagens de texto, essa percepção sutil desapareceu completamente.

A nossa comunicação corporativa virou quase 100% transacional.

A gente só abre o microfone na reunião para passar checklist de tarefas e cobrar entregas.

Se o liderado responde com um “Ok, vou ver” ou manda um emoji de joinha na mensagem, o gestor, na correria dele, assume automaticamente que está tudo perfeito. Ele entende que a demanda está sob controle e que a vida é bela.

Mas esse líder não faz a menor ideia do que pode existir por trás daquela mensagem de texto. Pode haver um profissional trabalhando até as dez da noite, engolindo a seco a frustração, sentindo-se abandonado pela gestão e no limite do esgotamento mental.

O gerenciamento virou assíncrono, mas a expectativa de cobrança continuou em tempo real.

E isso criou uma espécie de solidão bizarra e uma cegueira corporativa perigosa de ambos os lados.

Os riscos de fingir que está tudo bem

E quais são os riscos reais de deixar essa dinâmica correr frouxa, fingindo que está tudo bem na sua empresa?

O primeiro risco é o mais óbvio: o turnover e a perda rápida de talentos.

Pensa naquele profissional que você provavelmente tem no seu time agora, ou que você já teve.

Esse é o tipo de pessoa que ninguém pediu para organizar o processo que estava uma bagunça, mas ela organizou. Quando um colega novo entra na empresa, é ela quem senta do lado e ensina como as coisas funcionam de verdade.

Também é aquela pessoa que resolve o incêndio de bastidores na sexta à noite sem fazer alarde e, na segunda, aparece como se nada tivesse acontecido.

Esse profissional percebe quando tudo isso não aparece em lugar nenhum. Nem na conversa do 1:1, nem no feedback, nem no reconhecimento. E, quando percebe isso, ele não bate na mesa. Ele é maduro demais para isso. Ele simplesmente vai desligando aos poucos.

É o que o mercado chama de quiet quitting, ou a famosa demissão silenciosa.

O profissional continua ali fisicamente ou online, mas desliga o motor da inovação.

Ele passa a entregar apenas o mínimo necessário para não ser demitido. Enquanto isso, passa as noites atualizando o perfil no LinkedIn e distribuindo currículos para a concorrência.

E o pior: o líder geralmente só descobre que ele estava infeliz e desmotivado quando a carta oficial de demissão chega à mesa dele. A notícia pega todo mundo de surpresa.

O talento vai embora e leva junto o conhecimento histórico do negócio, deixando um buraco enorme na operação.

Quando a falta de visão vira microgerenciamento

E o segundo risco é consequência direta do primeiro: quando o gestor não sabe o que está acontecendo de verdade com o time, ele começa a ansiar por controle.

Aí vem o microgerenciamento. Regra burocrática inútil. Relatório para justificar outro relatório. Reunião diária de alinhamento que não resolve nada e só acalma o nervosismo da própria gestão.

Isso gera um efeito cascata horroroso na ponta. O time perde completamente a autonomia, fica engessado e passa a depender do aval do líder para dar qualquer passo simples na rotina.

Se o sistema cai, ninguém se move ou toma a iniciativa de resolver até que o chefe mande uma ordem explícita por escrito. Isso acontece porque o medo de errar ou de tomar uma bronca é maior do que a vontade de resolver o problema.

E aí a empresa inteira fica lenta, pesada e burocrática. O talento vai murchando aos poucos, engolido por processos que não geram valor para ninguém.

Como começar a mudar esse cenário

A grande questão que fica na nossa cabeça agora é: sabendo de todo esse estrago, o que a gente faz para mudar esse cenário bizarro a partir de amanhã?

Como líderes e liderados podem quebrar essa barreira invisível de uma vez por todas e começar a jogar juntos de verdade?

Olha, não adianta nada achar o conceito de empatia bonito. Também não adianta salvar post no Instagram ou concordar com tudo o que eu falei até aqui, se a gente não transformar isso em prática.

A gente precisa de ações intencionais para alinhar as expectativas e restaurar o brilho do time.

Então, se você está na cadeira de gestão, ou se você é aquele liderado que quer levar uma solução madura para o seu gestor, eu separei três passos que a gente pode começar a colocar em prática ainda esta semana.

Primeiro passo: descubra o que você não está enxergando

O primeiro passo é simples, e você pode colocar em prática já no seu próximo 1:1.

Em vez de abrir o notebook e passar item por item cobrando prazo, faça o seguinte: guarde os últimos quinze minutos da conversa para perguntar sobre o que o seu liderado está carregando que você não está enxergando.

Experimente perguntar coisas como: “Quais tarefas mais consomem sua energia, mas passam batido para mim e para o resto da equipe?” ou “Onde você sente que está gastando tempo com coisas que não te fazem crescer aqui dentro?”.

E o seu papel nesse momento é só um: ouvir. Sem se defender, sem tentar justificar o processo. Só mapear o que está acontecendo de verdade.

E faz o caminho inverso também, tá? Abre um pouco a sua caixa-preta para o time. Explica o contexto das decisões que vêm de cima e o porquê de certas cobranças.

Porque, quando as pessoas entendem o que está acontecendo, elas param de imaginar. E aí a empatia vem naturalmente.

Segundo passo: sente na cadeira do outro

O segundo passo veio direto da minha DR com o Bruno, e é mais simples do que parece.

Escolhe um dia do mês e senta, de verdade, na cadeira do outro.

Se você é gestor, reserve duas horinhas para acompanhar a operação do seu liderado. Veja as telas que ele precisa abrir, a quantidade de cliques e os travamentos de sistema.

Eu te garanto que muita coisa parece simples e rápida quando você está no seu escritório. Mas, quando você senta na operação, dá uma dor de cabeça que você não estava esperando.

E não esqueça do outro lado, tá?

Chama alguém do time para sentar como ouvinte em uma reunião mais estratégica, uma negociação ou uma conversa com a diretoria. Não precisa falar nada, só observar.

Porque, quando o liderado vê de perto a pressão que a liderança aguenta todo dia, aquela história de “meu chefe só delega tarefa e toma café” começa a fazer muito menos sentido.

Terceiro passo: decidam juntos o que realmente importa

E sabe o que acontece naturalmente depois que os dois lados enxergam a realidade um do outro? Fica muito mais fácil decidir junto o que realmente merece atenção. E é exatamente isso o terceiro passo.

Não dá para decidir o que é prioridade de um setor sozinho, trancado dentro de uma sala de gerência.

Pega a lista de atividades do dia a dia do seu time e organize junto com eles o que é realmente importante para o negócio. Depois, separe o que é operacional e precisa acontecer. Por fim, identifique o que é pura perda de tempo disfarçada de tarefa.

E aí vem a parte que exige coragem: eliminar o que não serve.

Porque, se você deixa uma tarefa obsoleta ali consumindo o tempo do time só porque sempre foi feito assim, você está desperdiçando o talento que você mesmo contratou.

Corta o que não serve, libera a agenda deles e redireciona essa energia para projetos que fazem diferença. Tanto para o negócio quanto para a carreira de quem está do seu lado.

A troca de cadeiras que muda o jogo

Lembra que a gente começou essa conversa com uma pergunta: e se o seu líder sentasse na sua cadeira por um dia? E se você sentasse na dele?

Parecia uma brincadeira de filme, mas não é. Essa troca, mesmo que seja mental, mesmo que seja por duas horas, é o que separa um time que sobrevive de um time que de fato funciona.

Liderar não tem a ver com controlar.

Tem a ver com construir um ambiente onde as pessoas consigam dar o melhor delas sem precisar se defender o tempo todo.

E isso começa quando você para de olhar para a cadeira do outro achando que já sabe o que está acontecendo lá, porque provavelmente você não sabe.

 

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